Em novelas da Globo...
Justificativa
Um país de todos
"[...]Vamos pelo menos estudar as raízes da nossa mestiçagem" (MUNANGA, 2008)
O Brasil é um país marcado pela diversidade e por incrivel que pareça, os mais de quinhentos anos de história não foram suficientes para que a população pertencente a elite do país se acostumasse com isso, pois constantemente há discussões pautadas em questões étnico-raciais e isto não seria preciso se o país não fosse idelogicamente construído com base em políticas racistas, mas isso é outra discussão que não será abordada aqui.
E voltando a presente pesquisa, o interesse em desenvolver este trabalho surgiu com base em uma análise prévia do elenco que compõe as novelas da Rede Globlo e considerando que o número de negros era minímo, sentiu-se a necessidade de compreender qual era o motivo dessa pequena quantidade e ainda olhar para a forma de representação dos negros que fazem parte do elenco.
Considerando que as novelas e a emissora em questão abrangem maior parte da população brasileira, daí então o interesse em compreender até que ponto a forma de representação dos sujeitos negros é confiável nestas programações, caso a resposta seja negatiava, é preciso redefinir os papéis, pois formas de representações podem contribuir para construções de estereótipos acerca da população negra e isto gera impactos irreparáveis para estas indivíduos e "Um dos impactos é o que nós chamamos de baixa autoestima. Baixa autoestima do negro." (MUNANGA, 2008) e futuramente esta vítima " [...] cria um comportamento de adaptação. Ela devia andar de cabeça erguida, mas anda com a cabeça lá embaixo. Não porque ela nasceu assim, mas porque a própria história fez dela uma pessoa com essa submissão. Coisa que foi completamente naturalizada." (Idem). Desta maneira, buscamos problematizar o papel das novelas neste processo de naturalizar e reproduzir acerca da subaltenização dos negros; e quais as consequências destes atos discriminatórios.
